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O Historiador Libertário EP05 |CONSTRUÇÃO DO REVISIONISMO – Por Ezequiel Luiz

Toda obra analisada deve ser vista com perguntas essenciais como “por quem foi feita” “porque foi feita” e “quando foi feita”. Muita das vezes a obra é muito mais um reflexo da época que foi escrita do que propriamente do tema da qual aborda. Se analisarmos um livro a respeito da Idade Média escrito no renascimento cultural, veremos uma visão pessimista a respeito desse período, pois os mesmos estavam renascendo os valores da idade Antiga, considerando-a como um ápice da cultura. Se ler a respeito do mesmo período uma obra contemporânea, entenderão que naquele momento os historiadores tentavam desapegar da visão renascentista, abordando de uma maneira, de certa forma mais “justa”. Com o surgimento do materialismo histórico dialético, muitos historiadores abordavam a história sobre o ponto de vista “materialista”, deixando de lado até mesmo fatos ou análises que vão mais de acordo com a “natureza das coisas”.

Para revisionar a história é necessário uma análise fria a respeito dos temas abordados. Muitos profissionais são guiados pelos sentimentos e julgamento de valores, ignorando alguns detalhes e exaltando outros, guiados, mesmo que inconscientemente, apenas pela sua moral. O trabalho do historiador libertário ao revisionar a história não é procurar fatos e interpretações de fatos que justifiquem os seus valores individuais, mas sim revisar a história de acordo com a natureza das coisas. Julgar os fatos é diferente de interpretar. Um historiador pode dizer que A ocorreu e que B foi uma consequencia, mas seria julgamento de valor dizer que B é melhor que A.

Ainda assim, dentro do libertarianismo o termo certo e errado se ligados à ética libertária pode ser empregado, mas, ao mesmo tempo, é necessário uma análise profunda a respeito da moral e da cultura da qual esse julgamento ético é aplicado.

Para revisionar a história, um dos pré requisitos mais importantes é entender a mente progressista. Como dito anteriormente, a grande maioria dos materiais e historiadores são de viés progressista, e é necessário um entendimento de “quem” escreveu o material analisado. Quando os espanhóis chegaram na América, diversos relatos foram feitos, esses relatos são um ponto de vista europeu sobre o povo nativo, utilizando conceitos da cultura dos mesmos, utilizando assim do julgamento de valor. Para um historiador interpretar como eram esse nativos, ele precisa então filtrar tudo aquilo que é documentado, separando assim a visão do “julgamento” e aplicando uma visão “neutra”. O papel do historiador libertário é exatamente esse. Analisar a história aplicando um filtro, separando o que era o julgamento de valor progressista e o que realmente pode ser considerado.

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